Mensagem da Cruz
Pesquisar  
  

   

dezembro 17, 2004


Uma família Especial


Mais um Natal se aproxima. Com ele, as luzes, festas, músicas e presentes.
Natal também é uma época para reflectir sobre a importância da família.
Deus podia ter permitido que Jesus viesse ao mundo como homem já adulto, pronto para exercer o seu ministério.
Mas Deus preferiu que Jesus viesse ao mundo, como um bebé, sendo membro de uma família.
Por que Deus preferiu agir assim? O que Ele tinha em mente ao permitir que Jesus nascesse numa família?

Aventuramo-nos a dar algumas respostas:
Em primeiro lugar, creio que Deus permitiu que Jesus nascesse no seio de uma família para demonstrar ao mundo que Ele, Deus, acredita e valoriza a família.
A família é a primeira instituição criada por Deus. Deus sempre, ao tomar uma decisão, olhou para a família.
No dilúvio, ao anunciar a Noé a destruição do mundo, garantiu a salvação de toda a família (Gn 7.1).
Ao criar a nação de Israel, a formou a partir de uma família, a família de Abraão (Gn 12.1-3).
Aos dar ao povo de Israel os dez mandamentos, preocupou-se com mandamentos de proteção à família (Ex 20 10,12, 14 17).
No nascimento de Jesus, Deus não poderia perder a oportunidade de demonstrar o quanto Ele acredita e valoriza a família. Por isso escolheu uma família para abrigar e cuidar de Jesus durante os seus primeiros 30 anos.
Jesus ao nascer numa família, Deus estava dando a prova máxima do Seu valor e amor para com a família.
Em segundo lugar, creio que, Deus usou uma família para Jesus passar a maior parte de sua vida, para mostrar ao mundo o perfil da família que Ele, Deus, gostaria que os filhos nascessem.
A família de José e Maria, nos dá algumas pistas do que vem a ser uma família ideal, não perfeita.
A família de Jesus era uma família simples, onde o ser valia mais do que ter. Era uma família pobre, mas que enriqueceu a muitos. Uma família onde havia a presença do pai e da mãe. Embora Jesus tenha nascido de Maria, com a atuação do Espírito Santo, sem a participação de José, vemos ali a presença de ambos os pais. Deus deseja que os filhos venham ao mundo desta maneira. Uma família de pais obedientes. Iam na direção em que Deus mandava. Uma família onde a vida religiosa era algo valorizada. Uma família em que os membros cuidavam um dos outros e as responsabilidades eram compartilhadas. Uma família onde o trabalho tinha o seu lugar. Dependiam de Deus, mas não se esqueciam da importância do trabalho como fonte de sustento e realização.
Em terceiro lugar, creio que, Deus usou uma família para Jesus para passar a maior parte de sua vida, para ensinar as famílias de hoje o seu papel na educação da fé dos filhos.
A família é a primeira escola da fé de um indivíduo. Uma família judaica nos tempos de Jesus tinha um dever muito importante: educar os filhos na fé (Dt 6.4-9). Não era tarefa primeira dos rabinos ou da sinagoga, mas dos pais.
Em relação a esse aspecto, José e Maria, ensinam os pais de hoje. Nas Escrituras vemos José e Maria levando Jesus para cumprir com os rituais da religião judaica (Lc 2.21; 41).
Os pais precisam aprender com José e Maria. A educação da fé dos filhos é responsabilidade primeira dos pais, não da igreja ou da escola.
Em quarto lugar, creio que, Deus usou uma família para Jesus para passar a maior parte de sua vida, para prepará-Lo para um ministério muito centrado na família.
Jesus começou realizar seu ministério ministrando numa cerimônia de casamento (Jo 2).
Várias vezes ministrou às famílias em situações de pesar e de enfermidades. Gostava do convívio com outras famílias, como o caso da família de solteiros Marta, Maria e Lázaro. Por diversas vezes, usou cenas do cotidiano familiar para ensinar grandes lições acerca do Reino, como é o caso da parábola do filho pródigo, das bodas, dos dois filhos e tantas outras.
Sua atenção estava muito voltada para a família porque sabia, por experiência própria o quanto essa instituição foi importante em Sua vida.
Que neste natal, à luz da reflexão acima, haja de nossa parte uma tomada de decisão em valorizar nossa família, procurarmos juntos sermos uma família aprovada por Deus, valorizar o relacionamento com Deus e, como igrejas, desenvolver um ministério efetivo com as famílias, como Jesus fez em todo o período que esteve realizando o seu ministério na terra.



Publicado por SamueldeResendes em 11:46 AM | Comentar (0)